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sábado, 1 de dezembro de 2018

Inauguração da GIBITECA e lançamento de "Alice em quadrinhos"

Olá! Lembra-se que falamos aqui sobre a produção de uma HQ pelos alunos das turmas de 4º e 5º ano do Ensino Fundamental e também pedimos doações para a construção da nossa Gibiteca?

Pois bem, deu tudo certo! Foram semanas de muito trabalho e dedicação! 

Depois de assistirem ao filme, os alunos foram divididos em grupos e cada um ficou responsável por criar uma página da revista em quadrinhos. Após a leitura da obra de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, os estudantes selecionaram os pontos principais de seus capítulos e colocaram a mão na massa!

A Gibiteca foi parte do projeto dos alunos do PIBIQUINHO: Carlos Eduardo Flores, Arlen e João Pedro Andrade, e da professora regente da Sala de Leitura, Laura Isabel. As prateleiras foram uma participação especial do Cláudio, pai da Isadora (bolsista).

Confira algumas fotos dessa empreitada! A inauguração da Gibiteca ocorreu no dia 1 de dezembro de 2019 e contou até mesmo com uma fita vermelha que foi cortada! 
Ao final deste post, você encontra o link para baixar a HQ completa =D Aproveite!































































Clique no link abaixo para conferir a HQ completa em PDF:


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lançamento do livro de histórias

Estamos voltando com o blog no mais alto estilo!

No dia 8 de junho, o Auditório Anísio Spinola Teixeira foi palco de um evento incrível promovido pela Sala de Leitura do COLUNI: o lançamento do livro das turmas 301, 401 e 501! Até o Darth Vader foi para prestigiar nossas turmas!



Durante todo o primeiro trimestre de 2018, juntamente com a professora Laura, as três turmas leram vários livros e aprenderam sobre os elementos da narrativa. Depois de todo estudo, puderam dar asas a imaginação criando e ilustrando, individualmente, suas próprias histórias.



Pra inspirar nossos pequenos escritores, foi apresentado o curta-metragem vencedor do Oscar de 2012:  "Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore". (Clique no link para assistir).
O auditório ficou lotado, e todos amaram esse momento!


Durante o evento, cada professor leu uma história selecionada da sua turma e recebeu um exemplar do livro para ficar a disposição de todos os autores. Depois, a melhor história de cada turma foi anunciada e lida para todos os presentes. Dentre elas, cada um dos três autores ganhou um prêmio pelo trabalho desenvolvido nesse trimestre, como uma forma de incentivo a continuarem se encantando no mundo literário.





Parabenizamos a todos os envolvidos nesse projeto! 
Parabéns, crianças! Parabéns, professores! Foi lindo!


sábado, 24 de setembro de 2016

"O Tempo no Jardim", o tempo da poesia

Durante as últimas semanas, as turmas do quarto e quinto anos puderem dar às mãos para dançarem a ciranda da poesia. Vamos conferir como foi?

Com o poema “O Tempo no Jardim”, de Cecília Meireles, os alunos receberam a proposta de uma atividade dividida em duas partes: a primeira consistia em leitura e comentários acerca do poema, para que, então, eles pudessem fazer um desenho que se relacionasse com o tema do poema. A segunda parte consistia na composição de uma estrofe que também se relacionava com a temática do poema.

Na turma 401, a leitura do poema foi feita em voz alta por quatro alunos que se dispuseram a ler individualmente cada estrofe, enquanto que, na turma 501, por sugestão dos próprios alunos, a leitura do poema aconteceu coletivamente. Com relação aos comentários dos alunos sobre o poema, a turma 501 foi um pouco mais receptiva, isto é, não houve grandes dificuldades para aqueles tomarem a iniciativa de compartilhar suas opiniões e seus entendimentos a respeito do que fora lido. Em contrapartida, a turma 401 não foi tão receptiva e levou mais tempo para que iniciassem suas conclusões - mas isso apenas no início. Em ambas as turmas, demos um pequeno vocabulário para que não houvesse dúvidas.


O poema carrega certa nostalgia ao tratar de um lugar que evoca tristes memórias. A partir dessa discussão, a segunda parte da atividade foi proposta: fora pedido aos alunos, tanto do quarto quanto do quinto ano, que desenhassem então um lugar que os deixasse feliz, ou trouxesse boas lembranças. Uma grande parte das turmas destacou, de fato, um lugar físico que, associados com algumas ações como brincar, ou passear, por exemplo, evocava boas memórias e/ou sentimentos. Porém, vale ressaltar que alguns alunos de ambas as turmas, por meio de seus desenhos, expressaram suas boas memórias a partir de uma ação propriamente, como viajar, ou um lugar que não especificamente era físico, senão uma cena de um jogo de videogame. A parte dois da atividade, que consistia na construção de uma estrofe de quatro versos com rimas entre si, foi a mais trabalhosa. De início, parecia que os alunos não responderiam bem à proposta, visto que a preferência das turmas é de atividades que envolvam desenhos livres. Todavia, apesar de significativas dificuldades para encontrar palavras que rimassem, é preciso ressaltar que algumas estrofes foram bem elaboradas, dentro do que pedia a atividade! Além disso, uma surpresa: alguns alunos da turma 401 não apenas compuseram uma estrofe que retratasse o desenho, compuseram músicas, apresentando rimas e com mais estrofes do que a proposta inicial pedira. Na turma 501, também houve casos em que os alunos compuseram além do que fora pedido e acabaram por construir poemas.

Por fim, percebemos que a poesia mais uma vez conseguiu vencer: acessou corações, ritmou partilhas e provocou grandes belezas na nossa Sala de Leitura.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O Bicho, de Manuel Bandeira

Dizem que poesia não é qualquer um que escreve, que é coisa de gente diferente – há quem diga que isso é tarefa de gente que vive no mundo da lua, em outra dimensão, viajando pelas terras do sentimento, dos sonhos... Mas e quando alguns versos são capazes de nos dizer sobre acontecimentos e realidades do nosso cotidiano?
Pensando nisso, os alunos do quarto e do quinto ano – dando continuidade aos trabalhos com poesia – realizaram a leitura do poema O Bicho, de Manuel Bandeira. Com palavras simples, uma realidade forte se escancarou diante dos alunos: um homem que, com voracidade, catava e engolia comida dos lixos.


Dos alunos, muitas perguntas surgiram, como “mas pode poesia falar disso?”, “isso não deveria estar no jornal?”. E, diante de perguntas como essa e diante da perplexidade instalada nos corações dos alunos, melhor foi transformar o espanto em também palavra. Para isso, foi proposto que cada um desse um novo lugar e uma nova ação para aquele homem-bicho, que cada um, em versos, solucionasse aquela triste realidade tematizada por Manuel Bandeira. 

O bicho tornou-se de tudo: homem alegre, homem rico, comendo sushi, feliz com sua família... E, no fim, além da nova realidade do homem, a poesia ganhou também uma nova: os alunos compreenderam que os versos não dizem de coisas distantes de nós, aprenderam que cada palavra de um poema guarda a força de nos dizer da nossa própria vida, do nosso mundo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Carta a Arariboia, o índio guerreiro

A história da cidade de Niterói é repleta de momentos de bravura e conquista, além de pessoas que, ao longo dos tempos, idealizaram e construíram belos lugares que marcam até hoje a nossa paisagem. E nesse lugar tão rico em narrativas mora a maioria dos nossos educandos. Dessa forma, como não trazer tanta riqueza – riqueza tão próxima de nós – para a nossa Sala de Leitura? Impossível!

Pensando nisso, os alunos do quarto e do quinto anos, por meio de uma apresentação de slides, participaram de uma aula sobre a história de Niterói a partir dos pontos turísticos da cidade. Após ficarem sabendo mais sobre o Solar do Jambeiro, o Teatro Municipal, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e tantos outros lugares, cada um recebeu a proposta de escrever uma carta a Arariboia – índio guerreiro que teria lutado pela defesa das terras de Niterói em seu período de formação. De lápis e papel nas mãos e muitas ideias, perguntas e novos conhecimentos na cabeça, todos aceitaram a proposta e cartas incríveis começaram a surgir. Além disso, cada uma delas veio acompanhada de uma ilustração, também feita por eles. Mas as nossas atividades não terminaram aí...
Após a reunião de todas as cartas, uma carta coletiva foi montada, sendo constituída pelas partes mais relevantes da carta de cada um – partes essas indicadas pelos próprios autores.

Arariboia não responderá, mas, mesmo assim, temos a certeza de que, se pudesse ler, ficaria no mínimo comovido com tamanha sensibilidade e inteligência dos nossos “guerreiros da palavra”!



Carta na íntegra


            Niterói, 27 de março de 2015

         Bravo guerreiro Arariboia,

         Não temos certeza se você vai ler esta carta, mas vamos te contar algumas coisas sobre Niterói, que mudou muito! As barcas, os meios de transporte e as vestimentas mudaram. Temos internet, vaso sanitário, escolas mais modernas e celular, que é um modo de comunicação muito moderno. Desde que o senhor faleceu, houve muitas mudanças: por exemplo, o Palácio do Ingá. Perto dele tem um morro, e ele se chama Morro do Palácio. Alguns de nós moramos lá e é espetacular! Hoje o Palácio virou um belíssimo museu com muitas variedades, só que cada dia muda. Tem um palácio com o seu nome que foi a prefeitura antiga de Niterói. Temos uma grande escola de samba, a Viradouro, que já esteve entre as melhores do Rio de Janeiro! Tem o Campo de São Bento e o Horto, que são muito legais. Nossa cidade é assim, cheia de lugares novos, de museus muito antigos, como o Museu Janete Costa de Arte Popular, criado por essa moça que morreu há muito tempo e deixou seu museu para as pessoas visitarem. E o museu da Boa Viagem, que tem uma vista linda, com um restaurante lindo embaixo – é o Mac. Gostamos de ir lá por causa do wi-fi. Ah, e tem também a minha escola, o Colégio Universitário Geraldo Reis, que nós adoramos e que faz parte da UFF, uma das maiores universidades do Brasil!
         Mas e no passado, como foi a cidade de Niterói? Foi você que escolheu esse nome para ela? Realmente significa águas escondidas? Aliás, por falar no nome da nossa cidade, sabemos que, em 1819, se chamava Vila Real da Praia Grande, depois, Nictheroy, e, agora, Niterói. Soubemos que você e sua tribo lutaram muito e muito ajudaram a defender o que hoje é a nossa cidade. Naquele tempo, você zangou com os portugueses? E é verdade que os franceses habitaram a praia da Boa Viagem? Sua história poderia se tornar um jogo de videogame de tanta emoção: o que acha?
Você conheceu o Cristo Redentor? Agora você não precisa ir para o Rio nadando, temos duas soluções: ir de barcas ou pela Ponte Rio-Niterói e a Baía de Guanabara está poluída...
         A gente queria muito muito te conhecer, temos tantas perguntas, você nem imagina quantas! Será que agora você usa roupas?  Seu nome significa cobra d’água porque você nada muito? Qual sua praia preferida? Gostamos muito da praia de Icaraí, por exemplo. E a sua família, como estão seus descendentes e, principalmente, os curumins de sua tribo? Agora que você está no céu, você fica ou não subindo e descendo escadas de nuvens? Cansa muito? Aqui na escola, a gente sobe e desce rampas para chegar nas nossas salas, para descer para o pátio. Nós nunca vimos você em carne e osso, também nem éramos nascidos. Aliás, você está com 150 anos, não está?
         A sua tribo cresceu muito: agora tem muitas pessoas que gostam de Niterói, tem 487.562 pessoas. Mas será que aí em cima é melhor do que aqui embaixo, ou será que é ao contrário? Agora aqui tem uma coisa chamada urbanização... E, com isso, muita coisa mudou: tem casas muito grandes e modernas, carros, motos, internet, computadores, lojas. Na sua época tinha muita violência? A cidade está muito ruim porque está tendo muita violência. Tem muitos assaltos, mas em compensação está cada vez mais digital. Começaram os roubos, as pessoas estão indo por maus caminhos e estão matando a natureza para fazer construções. Agora está quase tendo a 3a Guerra porque está tudo mudado. Tem gente usando drogas, fumando, bebendo etc. Muitas pessoas viraram bandidos, assaltam muito e vão presos. A gente queria tanto que uma pessoa como você melhorasse o mundo... Os bandidos não seriam mais bandidos e as pessoas grandes e as crianças não morariam na rua e teriam uma boa casa, e todo mundo seria feliz. Mas fique tranquilo, não se assuste, porque você é nosso guerreiro. Se você estivesse vivo, estaríamos te olhando pra sempre, tá?!
         Por fim, a gente não pode deixar de agradecer, não é? Arariboia, você ajudou muito em Niterói. Gostaríamos que soubesse que, por isso, fizemos uma estátua declarada a você na chegada de Niterói! Ela é muito bonita! Parabéns por sua coragem e determinação. Obrigada, fundador de Niterói. Muito obrigado por ser o líder da sua tribo e assim conseguir lutar e criar nossa cidade. Hoje em dia, temos muito orgulho de você, por ter salvado todos os que moram aqui – e, onde estiver, saiba que te admiramos, temos muito orgulho de você por ter sido o homem que lutou muito. Tudo o que dizem sobre você é o suficiente para sabermos que você é um grande guerreiro. Obrigada por tudo, somos muito gratos a você e a todos que têm essa grande coragem. Esperamos um dia poder retribuir tudo isso! Se um dia existir uma pessoa como você, temos certeza de que irá fazer muito bem à cidade. Todos do Coluni somos gratos por tudo o que você fez pela cidade de Niterói.
         E grande é o mar, mas não tanto como o amor que temos por você.
        
         Um feliz e eterno abraço,
         alunos das turmas 401 e 501 do Coluni


sábado, 25 de abril de 2015

“Frente e versos”*

Dizem que poeta é aquele que enxerga primeiro o que a gente às vezes só vê por último. E, pensando nisso, as turmas do quarto e quinto anos caminharam nessa sexta-feira (25/04) pelo terreno da poesia. 
Muitos dos alunos demonstravam desinteresse pela poesia e alguns a associavam às rimas e a um texto ausente de história. Então, para que eles pudessem acessar e refletir sobre as possibilidades do dizer que um poema pode proporcionar, foram selecionados textos: 
- que apresentassem uma visão incomum sobre elementos do cotidiano; 
- que contivessem uma narrativa; que tematizassem conflitos e uma realidade próximos deles; e
- cujos autores fossem personalidades de importância na literatura brasileira. 
No início da atividade, ambas as turmas resistiram ao tema da poesia, mas não demorou muito para que a maioria se permitisse ao extraordinário ressoado por cada verso dos poemas lidos. E não foram somente leituras que ocorreram: cantigas de roda foram relembradas e cantadas e uma interpretação especial – reproduzindo o ritmo de um trem – para o Trem de Ferro (Manuel Bandeira) foi realizada.


Ao final, percebemos que esse é apenas o começo, que muitos ainda resistem ao universo poético e que é possível e preciso promover novas tentativas, mas que, apesar disso, o terreno da poesia já começou a ser pisado, transitado – sem demorar para que receba flores e emoções  desses alunos. 

*frase dita espontaneamente pela aluna ao perceber que a folha entregue continha poemas na frente e no verso 

Os poemas lidos durante a atividade foram:
- "Convite", de José Paulo Paes
- "A Boneca", de Olavo Bilac
- "Paraíso", de José Paulo Paes
- "Plim-plim", de Ulisses Tavares
- "A Porta", de Vinícius de Moraes
- "O último andar", Cecília Meireles
- "Porquinho-da-índia", de Manuel Bandeira
- "Bola de gude", de Ricardo Azevedo
- "Pardalzinho", de Manuel Bandeira
- "Letra Mágica", de José Paulo Paes
- "Emas", de Manoel de Barros
- "Trem de Ferro", de Manuel Bandeira

domingo, 8 de março de 2015

O mundo é um poema

Na última sexta-feira (06/03), as turmas de quarto e quinto ano iniciaram as atividades a partir do livro "O Mundo Inteiro". Após ouvirem a contação da história, que descreve lugares e fenômenos da natureza que compõem o mundo, todos participaram de uma conversa e de um jogo a respeito da história.

Os bolsistas Júlia Bessa e Nícolas Tadashi destacaram trechos do livro e, a partir deles, os alunos deveriam dizer que espaço ou fenômeno era passível daquela descrição. Muitas foram as respostas, sempre criativas e surpreendentes - fazendo todos concluírem que a atividade fora muito produtiva e divertida!




Leia a seguir algumas das respostas e das considerações sobre o livro:

"'O mundo inteiro' - são as pessoas, os animais, os lugares, imenso, grande, verdadeiro, onde a gente vive, a Terra, tudo o que a gente conhece."
"A gente é personagem, se não fôssemos personagens a gente não ia existir."
"O mundo é um poema." 
 

domingo, 1 de março de 2015

Coluni: espaço para descobrir-se especial!



Na última sexta-feira (27/02), os alunos do quarto e quinto anos iniciaram suas atividades na Sala de Leitura. Tendo como base um dos murais confeccionados para dar boas-vindas aos alunos, as turmas escreveram novas frases a partir da presente no mural: "Acenda a luz e veja uma pessoa muito importante para nós: você!!!". Após uma conversa inicial em que todos discutiram e refletiram a respeito do que era importante para as suas vidas e para a escola, as cabeças e as mãos de cada um não pararam de funcionar. E o resultado se manifestou por meio de lindos e coloridos desenhos e criativas frases!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

16º Salão do Livro

Na última quinta-feira (29/05), as turmas 401 e 501 fizeram um passeio ao 16º Salão do Livro, no Centro de Convenções SulAmérica. As crianças participaram do Troca-Troca e compraram novos livros.

Turma 501

Turma 401